
Depois de contemplarmos a beleza da ilha, vista de cima, resolvemos descer de Funicolare, uma modalidade de transporte terrestre puxado por cabo, com veículo que se movimenta por guias especiais, neste caso trilhos. Estes sistemas são geralmente feitos a fim de superar as diferenças de altura, portanto deslizam morro abaixo...e acima...rs. Na cidade de Santos, aqui no Brasil, tem um...já andei. Entramos num 'vagão' pequeno do dito cujo e as portas de vidro se fecharam. Nada de janelas, nada de ar, em pleno verão, todos respirando o mesmo 'cheiro de humanidade' em tempos de gripe suína. A idéia que tivemos foi parar de respirar, mas isso só funcionou alguns segundos, pois morrer em Capri não fazia parte dos nossos planos. O jeito foi entregar a Dio. Chegando na orla respiramos tranquilas e fomos comprar bolsas, pisar na praia sem areia, tomando cuidado para não escorregar nas pedras claras e redondas. É estranho, para nós, ver praia sem areia...rs
O mar continuava azul-violeta, lindo e inesquecível. Pegamos um grande barco para voltar à Napoli. Ao nosso lado sentou-se uma senhora portuguesa, que ficou feliz ao ver duas brasileiras. Conversamos durante o retorno e ela tinha o mesmo nome da mamãe da Lili: Palmira.
A foto foi tirada no topo da ilha.